Observação clínica

Ebola: o que é, os sinais e sintomas, transmissão, tratamento e prevenção

Atualizado em julho de 2026
Beldo Celestino Saraiva
Revisão: Beldo Celestino Saraiva
Formado no curso: Técnico de enfermagem geral
Ebola: o que é, sintomas, transmissão, tratamento e prevenção

O é Ebola uma doença infecciosa grave causada por um vírus da família Filoviridae, responsável por surtos com alta taxa de mortalidade, principalmente em regiões da África. Trata-se de uma enfermidade que exige atenção imediata, pois pode evoluir rapidamente e comprometer vários órgãos do corpo.

A doença do vírus Ebola é considerada uma emergência de saúde pública devido à sua capacidade de causar surtos com elevada mortalidade, principalmente quando ocorre transmissão em comunidades sem medidas adequadas de controlo e prevenção.

Apesar da sua gravidade, actualmente existem estratégias eficazes para reduzir a transmissão, incluindo vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, isolamento dos casos suspeitos, tratamento de suporte e vacinação em situações recomendadas.

O que é Ebola e o como surgiu?

O Ebola é uma doença viral aguda que pode evoluir para febre hemorrágica, afectando diversos sistemas do organismo. A infecção ocorre quando há contacto directo com fluidos corporais contaminados ou com animais infectados.

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em surtos ocorridos na África Central, e desde então tem sido monitorado devido ao seu potencial de causar epidemias.

Sintomas e sinais do Ebola e periodo de incubação

Os sintomas do Ebola costumam surgir entre 2 e 21 dias após a exposição ao vírus, sendo mais comuns entre o sétimo e o décimo dia:

Sintomas iniciais

Sinais e sintomas de gravidade da Ebola

A progressão da doença pode ser rápida, por isso é fundamental procurar atendimento médico imediato ao surgirem os primeiros sintomas.

Como ocorre a transmissão

A transmissão do Ebola acontece principalmente por contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas. O vírus está presente no sangue, saliva, urina, fezes, vômito, suor, sêmen e leite materno. Mesmo após a morte, o corpo da pessoa infectada continua sendo fonte de contágio.

Além disso, objetos contaminados, como roupas, lençóis e equipamentos médicos, podem servir como meio de transmissão, especialmente quando não são devidamente desinfetados. O vírus pode sobreviver por horas em superfícies secas e por mais tempo em ambientes húmidos.

O contacto sexual também é uma via de transmissão, já que o vírus pode permanecer no sêmen por semanas ou até meses após a recuperação.

Outro factor relevante é a transmissão por animais infectados. O Ebola é considerado uma zoonose, sendo os morcegos os principais reservatórios naturais. A infecção pode ocorrer durante a caça, manipulação ou consumo de carne de animais contaminados.

A transmissão vertical também pode ocorrer, passando da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.

Quem tem maior risco de infecção

O risco de contrair Ebola aumenta significativamente em situações de exposição directa ao vírus. Isso inclui viagens para regiões com surtos ativos, contacto com pessoas infectadas ou com seus fluidos corporais, além do trabalho em hospitais, laboratórios ou funerárias.

Participar de rituais funerários sem proteção adequada também representa um risco elevado, especialmente em locais onde há contacto directo com o corpo da pessoa falecida. O contacto com animais silvestres infectados, como morcegos e primatas, também contribui para o aumento da probabilidade de infecção.

É importante ressaltar que o Ebola só é transmitido após o início dos sintomas, não sendo contagioso durante o período de incubação.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do Ebola é realizado em ambiente hospitalar, com base na avaliação clínica e no histórico do paciente, incluindo possíveis viagens para áreas endêmicas ou contacto com pessoas infectadas.

Exames laboratoriais são fundamentais para avaliar o estado geral do organismo, incluindo hemograma, função renal e hepática, além de testes de coagulação. O exame mais específico para confirmação da doença é o RT-PCR, que detecta o material genético do vírus no organismo.

Tratamento do Ebola

O tratamento do Ebola é baseado principalmente em cuidados de suporte, já que não existe um medicamento único capaz de eliminar completamente o vírus em todos os casos. A abordagem médica visa manter as funções vitais do paciente enquanto o organismo combate a infecção.

A hidratação adequada é uma das medidas mais importantes, podendo ser feita por via oral ou intravenosa. Também é sempre necessário monitorar a pressão arterial, os níveis de oxigênio e os eletrólitos no sangue.

Medicamentos são utilizados para aliviar os sintomas, como febre, dor, vômitos e diarreia, além de tratar possíveis infecções secundárias.

Em alguns países, terapias com anticorpos monoclonais têm sido utilizadas com bons resultados, ajudando o sistema imunológico a combater o vírus de forma mais eficaz.

Prevenção do Ebola

As medidas de prevenção do vírus Ebola são:

Como a infecção com o Ebola pode demorar até 21 dias para ser descoberta, durante um surto de Ebola recomenda-se evitar viajar para os locais afetados e também locais que fazem fronteiras com estes países.

Quando procurar ajuda médica em caso de suspeita de Ebola?

É importante procurar assistência médica imediatamente quando uma pessoa apresenta sinais compatíveis com Ebola ou teve uma possível exposição ao vírus. O diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente os cuidados necessários, reduzir o risco de complicações e ajudar a impedir a transmissão para outras pessoas.

Deve-se procurar atendimento médico quando existe febre súbita acompanhada de sintomas como fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta, vómitos, diarreia, dor abdominal ou mal-estar geral, principalmente se a pessoa esteve recentemente numa área afetada por surtos de Ebola ou teve contacto com alguém suspeito ou confirmado com a doença.

Também é fundamental procurar ajuda médica quando ocorre contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de uma pessoa infetada, mesmo que ainda não existam sintomas. A avaliação por profissionais de saúde é necessária para determinar o risco de exposição e indicar as medidas adequadas de acompanhamento.


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